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Gato diabético: células tronco podem diminuir em até 60% as doses de insulina

Autor: Nathalia Perone
Categorizados em: Adulto FIlhote Gatos Saúde Senior
Gato diabético: células tronco podem diminuir em até 60% as doses de insulina

Quem nunca se encantou com um gatinho gorducho não sabe o quanto eles podem ser adoráveis e fofos. O que nós devemos nos perguntar é se isso pode afetar a saúde do felino. Este é o caso do gato Otávio Augusto – mais conhecido como Tatá.

Hoje, o felino tem dez anos e meio de vida e sempre enfrentou problemas de obesidade. Com três dias de seu nascimento, ele possuía o dobro do tamanho de seus irmãos. Com o passar do tempo a situação só foi piorando e o gato diabético chegou a pesar 13 quilos.

Tratamento veterinário para emagrecer

Tatá passou por diversas dietas acompanhadas por um especialista, na tentativa de fazê-lo perder peso. Afinal, a gordura em excesso poderia trazer consequências para a saúde dele. E foi o que aconteceu. O bichano foi diagnosticado com a lipidose (esta doença tem como principal característica o acúmulo de gordura e afeta, principalmente, o fígado do gato) e quase morreu.

Quando o problema se agravou?

Há três anos, o gatinho perdeu sua irmãzinha, no qual ele era muito próximo. Isso afetou sua saúde, uma vez que o estresse por sua perda gerou um aumento em seu nível de cortisol, o que resultou em Diabetes.

De início a insulina trouxe uma resposta positiva no organismo do bichinho. Entretanto, com a morte de mais uma irmã, Tatá teve uma piora em seu quadro de Diabetes e de sua saúde. Ele chegou a tomar cerca de 20 unidades de insulina por dia. Além disso, o gatinho ainda sofria com dores na coluna e problemas neurológicos.

A solução

Após muitos desafios para trazer uma melhoria para a saúde do Tatá, a médica veterinária e especialista em cultivo e terapia celular da Omics Biotecnologia Animal, Dra. Marina Alvarenga, trouxe uma solução para trazer uma vida mais saudável ao gato: a terapia com células-tronco.

“É importante entender que em muitas doenças, principalmente as crônicas, não podemos promover a cura, mas as células-tronco desempenham um papel importante na melhora do estado geral do animal e na regulação das doses de medicamentos, como a insulina, no caso do Tatá, melhorando, assim, a resposta ao tratamento terapêutico”, explica Dra. Alvarenga.

Tatá pode sentir a diferença nas primeiras aplicações, diminuindo assim as doses de insulinas. Após a quinta aplicação, Tatá passou a ser mais ativo e apresentou uma melhora significativa. Conforme o andamento do tratamento, percebeu-se que o felino está perdendo peso. Quanto à insulina, o tratamento de células tronco diminuiu as doses em 60%.

Sobre a terapia com células-tronco em gato diabético

As células-tronco estromais multipotentes, ou células-tronco mesenquimais (CTM), são células que podem ser obtidas, principalmente, no tecido adiposo e na medula óssea. Elas são encontras em tecidos adultos. Para este tratamento, existem três princípios de ação. São eles:

  1. Reposição do tecido pela diferenciação das células
  2. Imunomodulação e efeito anti-inflamatório
  3. Secreção de moléculas bio-ativas que promovem a regeneração

A aplicação é feita por via endovenosa ou no local da lesão. Geralmente são feitas de um a três aplicações e o acompanhamento deste tratamento deve ser contínuo. Entretanto, a terapia pode variar de acordo com o pet e a situação.

Além de um tratamento alternativo para diabetes, esta terapia também pode auxiliar em outras doenças, tais como cinomose, displasia coxofemoral, insuficiência renal crônica, aplasia de medula, lesões na coluna, entre outros.

Saiba tudo sobre diabetes em gatos e cachorros. Leia nosso artigo!

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